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25FEV

CONDROMALÁCIA PATELAR

O termo condromalácia patelar é utilizado para definir a doença degenerativa que acomete a cartilagem da patela e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem, pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos. Tendo em vista que a condromalácia patelar é uma patologia relativamente comum, surge o interesse de revisar quais as principais formas de intervenções fisioterápicas auxiliariam no tratamento desta disfunção.

O amolecimento da cartilagem pode resultar de diversos fatores, tais como: aumento do ângulo Q, desequilíbrio muscular, uso excessivo da articulação, patela alta, rotação externa da tíbia, falta de flexibilidade dos Ísquios Tibiais, Gastrocnêmio, Sóleo e Trato Ílio Tibial, pé cavo, pé valgo, encurtamento do aparelho extensor do joelho, displasia de tróclea e displasia de patela. Trabalhos recentes, mostram que o fator causal, na grande maioria dos casos, pode estar também relacionado com deficiências musculares no quadril, que aumentam o valgo do joelho durante a corrida e os saltos. Isso ocorre muito em mulheres, e nestes casos o tratamento fisioterápico é fundamental, juntamente com o tratamento médico, para corrigir o fator causal que leva a sobrecarga condral.

O tratamento onde muitas vezes o paciente, faz uso indiscriminado de analgésicos e antiinflamatórios, e continua suas atividades diárias e a prática esportiva, é nestes casos um paliativo, pois a causa é a relacionada a deficiência de algum músculo em detrimento de outros.

Uma boa avaliação médica, e o tratamento fisioterápico sendo prescrito objetivando à melhora do padrão de marcha, pode cessar totalmente o avanço da sobrecarga e do desgaste condral. Caso o paciente negligencie as dores, os sintomas de crepitação e inchaço do joelho, a patologia se agrava, principalmente com o avanço da idade e da hipotrofia muscular por consequência, e pode atrapalhar muitíssimo a vida após os 50, 60 anos de idade. Realize uma avaliação individualizada do seu problema com nossa equipe.

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Prof.Ms.Alexandre R.Alcaide

 

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